quarta-feira, 9 de março de 2011

Mercados Públicos de Parnaíba

Mercados públicos são uns dos locais mais antigos que se tem notícia da realização de comércio, desde os tempos do escambo ao advento das moedas. Cidades nasceram e prosperaram ao redor de mercados e feiras. Em Parnaíba o primeiro mercado de que se tem notícia ainda hoje existe, fica no centro, na rua Álvaro Mendes, um velho galpão e um centro comercial que termina na praça Cel. Jonas. Hoje esse mercado serve pra pequenos lojistas que trabalham com confecções, utilidades pra o lar e calçados, ambos o galpão e o centro comercial necessitam de uma revitalização para oferecerem melhores condições de trabalho aos seus proprietários e para se tornar mais atrativo aos olhos dos consumidores.
Atualmente em Parnaíba podemos destacar 03 grandes mercados que hoje funcionam com a comercialização de gêneros alimentícios de primeira necessidade. Pra ficar mais fácil a leitura, dividi os mercado em categorias, de acordo com suas características.


O esquecido: O Mercado de Fátima, como é conhecido, de longe hoje é o menos frequentado e o mais esquecido. Há alguns anos quando supermercados ainda eram algo pouco desenvolvido na cidade, esse mercado tinha uma grande circulação de pessoas, principalmente dos fins de semana. Quando eu era criança, seu inteso movimento e tamanho (realmente a estrutura ainda hoje é grande) me impressionavam, era uma diversão passear entre os corredores por um domingo de manhã. Infelizmente a mudança na vida é algo constante. A cidade mudou, os consumidores mudaram seus hábitos, novos estabelecimentos surgiram mas o mercado de Fátima não mudou, ou melhor, mudou para pior. Sem reformas e sem visão por parte dos comerciantes, aquele centro de compras definhou, sendo apenas uma sombra do que era há 20 anos atrás.


O Rensacido: A mesma situação estava fadada a acontecer com outro mercado, o Mendonça Clark, popularmente conhecido como Mercado da Quarenta. Feliz de quem não conheceu essa feira há alguns anos. Desorganização, aperto e sujeira era o que se via, coragem e necessidade deviam ser os sentimentos dos consumidores que ali frequentavam. A estrutura era tão precária que um novo mercado foi construido no lugar. Estrutura moderna, com amplos espaços para circulação de pessoas e estacionamento para vários veícuos são fatores que o diferenciam de outros mercados da cidade. O fato de manter-se relativamente limpo e de seus arredores não serem dominados por banquinhas irregulares e camêlos é outro fator que o tornam o melhor mercado público da cidade.


O Sujo: O mercado da Caramuru foi contruído para resolver o problema da feira que dominava metade da rua Caramuru, nas proximidades da avenida Pinheiro Machado. Não como algumas feiras livres encontradas em cidades maiores no sudeste e sul do pais, a Feira da Caramuru era quase tão desorganizada e suja como era o Mercado da 40. Para resolver esse problema, um mercado foi contruído, ou melhor, um galpão que aparenta ter sido feito pela metade (na verdade foi mal planejado e mal executado), tornando-se a área de comércio mais bagunçada da cidade. A desornização do local gera diversos problemas como sujeira, falta de devidos fins para os dejetos, trânsito tumultuado e principalmente uma mancha podre na imagem de Parnaíba para quem chega à nossa cidade para visitá-la. Eu sinto vergonha ao transitar naquela região. Onde era pra existir o estacionamento foi dominado por barracas improvisadas (será que o dono se acha mesmo proprietário deste lugar?). Esgoto correndo a céu aberto por entre bancas de frutas, verduras, carnes e peixes. Uma comissão de casacas pretas (leia-se urubus) aguardam seu dizimo diariamente sobre os prédios da vizinhança. Me pergunto, como os comerciantes trabalham num ambiente desses? A organização também tem que partir do lado deles. Com já falamos em outros texto, vender mais não se trata apenas de ter o melhor preço ou produto, nós somos movidos pelo o que vêmos e sinceramente, quem tem um poder aquisitivo melhor não vai fazer sua feira nesse mercado podendo optar por um Hiper-mercado moderno, limpo e organizado.
As críticas que comentei aqui são com a esperança de que providências sejam tomadas, estruturais e treinamento dos comerciantes, para que nossos mercados públicos sejam centros de comércios atrativos para todos, o pobre, o rico, o parnaibano e o visitante.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Avenida São Sebastião e a importância do Ponto De Venda.


Lembro-me quando a avenida ainda era de calçamento e nem Balão do Mirante existia (será que isso significa que estou ficando velho?). Escutava as pessoas dizerem que ela era um via que não servia para comércio, apesar de ser o principal corredor de ligação do centro da cidade com os bairros ou mais abastados ou mais populosos da cidade. Talvez isso se devesse há alguns fracassos praticados no passado, negócios mal geridos e sem foco no consumidor, por melhor que seja a localização, isso não salva um empreendimento. Hoje o que podemos constatar ao longo da avenida é um crescimento de estabelecimentos dos mais diversos ramos. Alimentação, serviços e comércio varejistas são os que lideram em quantidade de pontos. A vida noturna e de certa forma a vida gastronômica da cidade concentra-se em sua maioria na São Sebastião. O traçado da avenida e seu intenso fluxo de pessoas, contribuem para essa concentração.

Hoje se você pensa em montar algo relacionado à alimentação na cidade de Parnaíba, coloque esta avenida como sua prioridade, já que o ponto de venda representa quase 50% de chances de seu negócio dar certo e lembre-se, Marketing é questão de percepção, e o primeiro órgão sensorial despertado é a visão, um ponto bem localizado, com muita gente passando e um layout atraente é um chamariz para clientes, agora fidelizá-los são outros 500.

Depois dos empreendimentos construídos próximos ao Balão do Mirante, a especulação imobiliária do entorno da avenida disparou. Terrenos até anos atrás baldios hoje são caríssimos, a cada dia novas casas e estabelecimentos são erguidos, a construção civil está aquecida no Brasil e em Parnaíba não é diferente, mas isso é assunto pra outro papo. Prevejo que a tendência é que o comércio e afins se expandam em direção a bairros como Jardim dos pássaros e João XXIII e quem sabe alguém com imaginação e visão construa um “Center” de verdade naquelas redondezas, pois o crescimento econômico da cidade aponta pra isso, algo modesto mas antenado com o que acontece lá fora.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Por que nosso turismo ainda é “faz de conta”.

Como em todos os anos, Parnaíba, Luís Correia e demais cidades do litoral piauiense são visitadas por milhares de pessoas durante o período que compreende o reveillon.  Pessoas principalmente da nossa capital Teresina, de Brasília, de outras cidades piauienses e de inúmeros outros estados vem se divertir nas nossas praias, buscando descanso e alegria durante sua estadia. 

Nossa região beneficiada por riquezas naturais nunca foi explorada de forma satisfatória. Praias da orla de Luís Correia (Atalaia até Coqueiro) sofreram e sofrem com uma ocupação totalmente irregular e mal feita, tornando a sua área “urbanizada” um verdadeiro caos sem beleza ou organização alguma. Pedra do Sal também sofre com isso. Bares sem a mínima estrutura (e não que a culpa seja de seus proprietários, pois mal sobrevivem), sujeira nas praias, falta de recipientes para lixo, falta de placas com informações e falta de educação do povo que insiste em colocar seus nomes nas pedras (podiam colocar o endereço também não é?). 

Tudo isso vai contra um dos maiores, se não o maior pilar do Marketing moderno: “ Marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepção”. A primeira impressão é a que fica, isso todo mundo já ouviu. Quer um exemplo prático. A peixada que você pediu num bar em Atalaia não é necessariamente o prato mais maravilhoso que você já comeu na sua vida, talvez até a peixada do bar vizinho seja melhor, mas esse bar que você está mostrou-se muito organizado, limpo e com cores atrativas, com cadeiras e mesas em perfeito estado, garçons que lhe atendem com um sorriso no rosto, se mostram prestativos mesmo com o bar lotado. Os Banheiros são limpos e amplos (leia-se, mas de uma pessoa por vez). Existe várias forma de pagamento. As bebidas são geladas. Os copos e pratos são limpos. O clima em si do local se mostra muito caloroso e receptivo. Os preços são condizentes com toda a estrutura oferecida. Agora lhe pergunto: a peixada do vizinho, que não tem esses serviços agregados ao seu produto, ainda é mais gostosa? Possivelmente sim, mas qual bar você acha que tem mais gente? 

Esse pequeno caso vale em escala maior, nosso estado tem a peixada mais gostosa (entenda ai, belezas naturais), mas não tem os mínimos serviços agregados ao produto que o tornam líder de venda e geram assim lucro (desenvolvimento). A mudança deve partir da iniciativa privada e sobre tudo do governo. Alguns empresários já começaram, e o governo tenta, erra, tenta de novo, erra de novo. Já tem 30 anos que eu os vejo tentando acertar, mas é bem desanimador. Pensem nisso quando visitarem nosso litoral.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Varejo em pé de guerra – As liquidações de janeiro.


Nos últimos anos os brasileiros vem se acostumando com um conceito antes apenas existente em países de economias estáveis, com moeda forte e sem inflação, as liquidações depois do Natal. Considerado pelos varejistas com um segundo Natal, as primeiras semanas de janeiro já estão caracterizadas pelo intenso movimento nas lojas, destacando-se as de eletro-eletrônicos, vestuário e calçados. 
O consumidor que conseguiu vencer a ânsia de comprar antes do Natal se depara com produtos com descontos que chegam a 70% do valor praticado há alguns dias antes. Mas por que as lojas fazem essas promoções? Para limpar o estoque e mostruário para novos modelos que vão chegar ao mercado no início do novo ano e prepararem-se para um período de baixas vendas que se segue. Nem todos pensam assim, eu já encontrei em muitas lojas, produtos com até três anos que foram lançados ainda pelos preços praticados  naquela época (somente um consumidor muito desavisado pra entrar num “bomba” dessas, pagar caríssimo por algo obsoleto).

Em Parnaíba já é tradição uma grande loja de departamentos realizar seus queimões  na primeira semana de janeiro, eu mesmo já fui e sou cliente deste tipo de iniciativa. Se você foi um que conseguiu se segurar e guardou dinheiro pra depois do Natal, corra amigo, e prepara-se pra disputar produtos e enfrentar filas, querer reclamar do atendimento numa situação dessas e falta de bom senso, mas no fundo, consumidor e marketeiro gostam é disso, lojas cheias de gente.
Black Friday, acontece sempre na 1ª Sexta-feira depois do ferido de Ação de Graças lá nos EUA.